Aqui estou de volta! Quando criei esse blog até estava bem animada em escrever com certa periodicidade, mas a correria ficou tão grande e doida que a última coisa que eu pensava era atualizar isso aqui. Mas hoje relendo meus blogs favoritos me veio novamente a vontade de compartilhar com vocês algumas situações e dilemas da minha vida (que deram origem a esse novo texto).
Mas antes preciso contextualizar vocês. Desde que engravidei uma das minhas principais preocupações era com quem ou onde deixar o Davi quando eu voltasse a trabalhar. Já que minha opção (por questões financeiras e pessoais) nunca foi deixar o trabalho... então no final da gravidez já arrumei uma possível babá. E essa moça ficaria com Davi quando eu voltasse de licença (nos 4 meses dele)... Mas quando chegou neste momento senti que não daria conta, ele muito apegado a mim e eu nele (nada mais lógico para um bebezinho de tão poucos meses). E eu e meu marido chegamos a conclusão que o ideal seria ficar fora somente meio período... e foi assim que aconteceu. Conversei na empresa e fizemos um acordo de menos horas de serviço e menos remuneração. Ficou bom para todos, e principalmente para o meu filho. Então eu passei a ficar fora somente pela manhã, e consegui com sucesso amamentá-lo até 11 meses e meio (paramos nesta época por vontade mais dele do que minha ou pela baixa produção).
Então mantive até ele completar 2 anos esse esquema: eu trabalhando meio período e ele ficando com a babá ou na creche (um semestre foi assim pela falta de babá), e passando todas as tardes comigo. Foi a melhor decisão que tomamos. Passamos longas tardes gostosas dormindo juntos, brincando, passeando, vendo desenhos, pintando...
Mas agora senti uma necessidade de dedicar mais a minha profissão, de poder ganhar mais um pouco, ajudar o marido nas despesas da casa, sair da pindaíba que eu fiquei com tão pouco dinheiro, e poder cuidar mais de mim. Também saudade de produzir mais, estudar, conhecer pessoas novas... enfim trabalhar mais tempo em algo mais prazeroso. E por isso decidi colocá-lo meio período na escola. Também para poder se socializar mais, fazer atividades e brincar com crianças da idade dele... já que ele convivia com muitos adultos e eu sentia que me faltava criatividade e energia para tornar nossas tardes mais interessantes. Estava usando muito a televisão e me culpava demais por isso.
Enfim... depois de passar por algumas escolas (fizemos tentativas ano passado e no começo do ano), achamos uma que nos agradou, principalmente a ele, e (ufa) deu certo! Vai super feliz e eu ganhei essas tardes para me planejar, procurar coisas novas, fazer cursos, estudar... e claro ter um tempo pra mim (que fazia muito tempo que eu não tinha).
Mas aconteceu que a babá que estava com a gente há mais de um ano começou a faltar e faltar... doenças mais variadas e fiquei muito na mão. Comecei a inverter meu horário de trabalho. Ficando pela manhã com o Davi (já que não tinha com quem ele ficar) e trabalhando durante a tarde. Acabou que tive que faltar alguns compromissos de possíveis trabalhos para o ano que vem. Tive um curso super importante nesses dias e acabei contando com a boa vontade de familiares... Deu certo, mas precisava ter alguém constante para cuidar dele pelas manhãs. Foi aí que resolvi trocar de babá.
Agora com uma nova babá há uma semana e estou torcendo muito para que tudo dê certo. Que eu possa voltar a me dedicar mais a minha profissão com o coração tranquilo que Davi está sendo bem cuidado. Estou com esperanças que ano que vem eu possa ter um trabalho mais legal e mais tempo para produzir... e claro tendo tempo para Davi (que geralmente vai das 17h30 até a hora que ele dorme, umas 22h30) com muita qualidade, atenção, carinho, brincadeiras... e claro, aproveitando todos os finais de semana, quando ficamos super grudados!
Diário de uma mãe de primeira viagem que está aprendendo a lidar com as situações "de saia justa"
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
A maternidade e o blog
Antes dos meus 27 anos nunca desejei ser mãe. Era algo ainda muito distante e nada atraente. Para falar verdade não tinha muita paciência com criança e quase nada sobre elas me interessava. Acho que eu era até um pouco traumatizada, pois quando morei fora do Brasil, antes de completar 21 anos, trabalhei como babysitter. A experiência não foi muito satisfatória para não dizer assustadora. Eu não conseguia imaginar como seria ter uma pessoa totalmente dependente de mim.
Só que o tempo foi passando e o relógio biológico (se é mesmo que ele existe) começou a dar sinais. Observava minhas amigas com filhos e sentia uma pontinha de vontade de ter o meu também. Já imaginava que seria legal passar pela experiência da gravidez, e que a maternidade poderia dar mais sentido a minha vida. Nesta época já estava casada e terminando meu mestrado. O marido nunca disse que queria ter mais filho (ele já tinha duas), mas também não me desencorajou... e deixamos rolar. E demorou mais de um ano para eu engravidar e eu já achava que não poderia ter filhos. Mas um pouco antes de eu fazer 30 anos, aconteceu, e coloriu as duas listras no teste de farmácia. E foi aí que tudo mudou.
Hoje tenho 33 anos e um filho de quase dois anos e meio, o Davi. E desde que descobri a sua existência na minha barriga meu mundo mudou completamente. Entrei de cabeça, corpo e alma no universo materno. Uma curiosidade muito forte me levava a pesquisar em dezenas de sites e blogs sobre gestação, parto, enxoval e amamentação. Não conseguia pensar em outra coisa a não ser o meu bebê!
Até hoje tem sido assim a minha vida. Continuo lendo muitos blogs sobre os mais variados assuntos relacionados a filhos, participo de grupos nas redes sociais de mães de primeira viagem como eu, de alimentação e culinária infantil, educação positiva e por aí vai. E ontem quando fui dormir fiquei pensando que eu também poderia ter o meu próprio blog. Sempre tive vontade, mas quando eu pensava nos trocentos sites existentes sobre o universo materno, alguns muito bons, divertidos e criativos, com pessoas que escrevem com tanta originalidade sobre esses assuntos, eu me desencorajava. Para que mais um blog sobre maternidade? Só iria repetir coisas já ditas e vivenciadas pela maior parte das mães blogueiras, muitas também jornalistas e que escrevem melhor do que eu (e ainda com mais filhos e experiências)...
Mas ainda ficava uma vontadezinha aqui dentro e resolvi arriscar. Quem sabe vai ter gente que vai gostar de ler o que tenho a compartilhar... E ontem quando estava tentando dormir me veio esse nome: mãe de saia justa... porque com o Davi as coisas sempre foram muito intensas e muitas vezes atrapalhadas. Desde que ele nasceu apresentaram situações que me senti em uma saia justa feita de lycra, colocada a vácuo. E ele ali, se esgoelando e esperando alguma atitude minha. Mas vou deixar os capítulos dessa história para contar depois. E vamos ver o que acontece daqui pra frente, e pra onde o coração nos leva... Acho que vamos ter muitos assuntos.
Só que o tempo foi passando e o relógio biológico (se é mesmo que ele existe) começou a dar sinais. Observava minhas amigas com filhos e sentia uma pontinha de vontade de ter o meu também. Já imaginava que seria legal passar pela experiência da gravidez, e que a maternidade poderia dar mais sentido a minha vida. Nesta época já estava casada e terminando meu mestrado. O marido nunca disse que queria ter mais filho (ele já tinha duas), mas também não me desencorajou... e deixamos rolar. E demorou mais de um ano para eu engravidar e eu já achava que não poderia ter filhos. Mas um pouco antes de eu fazer 30 anos, aconteceu, e coloriu as duas listras no teste de farmácia. E foi aí que tudo mudou.
Hoje tenho 33 anos e um filho de quase dois anos e meio, o Davi. E desde que descobri a sua existência na minha barriga meu mundo mudou completamente. Entrei de cabeça, corpo e alma no universo materno. Uma curiosidade muito forte me levava a pesquisar em dezenas de sites e blogs sobre gestação, parto, enxoval e amamentação. Não conseguia pensar em outra coisa a não ser o meu bebê!
Até hoje tem sido assim a minha vida. Continuo lendo muitos blogs sobre os mais variados assuntos relacionados a filhos, participo de grupos nas redes sociais de mães de primeira viagem como eu, de alimentação e culinária infantil, educação positiva e por aí vai. E ontem quando fui dormir fiquei pensando que eu também poderia ter o meu próprio blog. Sempre tive vontade, mas quando eu pensava nos trocentos sites existentes sobre o universo materno, alguns muito bons, divertidos e criativos, com pessoas que escrevem com tanta originalidade sobre esses assuntos, eu me desencorajava. Para que mais um blog sobre maternidade? Só iria repetir coisas já ditas e vivenciadas pela maior parte das mães blogueiras, muitas também jornalistas e que escrevem melhor do que eu (e ainda com mais filhos e experiências)...
Mas ainda ficava uma vontadezinha aqui dentro e resolvi arriscar. Quem sabe vai ter gente que vai gostar de ler o que tenho a compartilhar... E ontem quando estava tentando dormir me veio esse nome: mãe de saia justa... porque com o Davi as coisas sempre foram muito intensas e muitas vezes atrapalhadas. Desde que ele nasceu apresentaram situações que me senti em uma saia justa feita de lycra, colocada a vácuo. E ele ali, se esgoelando e esperando alguma atitude minha. Mas vou deixar os capítulos dessa história para contar depois. E vamos ver o que acontece daqui pra frente, e pra onde o coração nos leva... Acho que vamos ter muitos assuntos.
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